28 de fev. de 2019

Bolsonaro está em ‘excelentes condições’, diz boletim médico


 

O Hospital Albert Einstein afirmou, em boletim médico divulgado nesta 4ª feira (27.fev.2019), que o presidente Jair Bolsonaro está “em excelentes condições clínico/cirúrgicas”. Eis a íntegra do documento.

“O presidente encontra-se há duas semanas da alta hospitalar em excelentes condições clínico/cirúrgicas, tendo sido liberado para dieta geral e programada reavaliação em 30 dias”, informou o hospital.

Bolsonaro passou a manhã desta 4ª na cidade de São Paulo para a realização de avaliação médica no Einstein. Foi a 1ª ida do presidente ao hospital depois de receber alta, em 13 de fevereiro.

Bolsonaro ficou 17 dias internado para realizar cirurgia de retirada de bolsa de colostomia. Utilizava o acessório desde a campanha eleitoral de 2018, quanto foi alvo de 1 atentado a faca em Juiz de Fora (MG).

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25 de nov. de 2018

Bolsonaro prevê terminar escolha de ministros até o fim do mês


RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que espera fechar, até o fim mês, o seu ministeriado e que a escolha dos ministros que ainda faltam será resultado de uma conversa com bancadas e não de indicação de partidos.

Os nomes para muitos ministérios já foram definidos. Mas falta, por exemplo, saber quem comandará o Ministério de Minas e Energia, estratégico em um país como o Brasil, grande exportador de commodities.

“Até o fim do mês, espero ter resolvido essa questão de ministério”, disse ele após participar de um evento em uma unidade militar na Urca, Zona Sul do Rio de Janeiro.

“Tenho conversado com bancadas e as bancadas é que tem indicado e não partidos.”

Na véspera, o presidente eleito havia afirmado que não tinha pressa para fechar o seu ministeriado, embora tenha manifestado que já gostaria de ter definido todos os nomes.

Bolsonaro afirmou que o critério de escolha leva em conta também um perfil de pessoas isentas, honestas, independentes, que pensem no Brasil “e não na agremiação partidária”.

Ao ser questionado se teria dificuldades nesse critério de escolha de ministros para obter apoio em votações importantes no Congresso a partir de 2019, ele acrescentou que foi eleito para fazer uma nova política.

“Decidi que faria uma política diferente; vai dar certo!?: Espero que sim. Agora, para fazer a mesma política, seria dar errado”, frisou.

Sobre a ideia levantada pelo futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, de fazer um revalida —exame nacional de revalidação de diplomas— para os médicos brasileiros, Bolsonaro disse ser contra.

“Ele está sugerindo o Revalida com certa periodicidade, mas sou contra”, disse Bolsonaro, que deverá voltar à Brasília na terça-feira.


Por Rodrigo Viga Gaier
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23 de nov. de 2018

Por inflamação, médicos do Albert Einstein adiam cirurgia de Bolsonaro




A equipe médica do hospital Albert Einstein decidiu adiar a cirurgia do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para reverter a colostomia a que ele se submeteu desde que sofreu um atentado em Juiz de Fora (MG), em setembro. O procedimento estava previsto para acontecer no dia 12 de dezembro, após sua diplomação no Tribunal Superior Eleitoral.

“Exames de imagem ainda mostram inflamação do peritônio e processo de aderência entre as alças intestinais. A equipe decidiu em reunião multiprofissional postergar a realização da reconstrução do trânsito intestinal. O paciente será reavaliado em janeiro para definição do momento ideal da cirurgia”, afirma nota divulgada pelo hospital.


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17 de nov. de 2018

Conselho de Segurança Nacional dos EUA elogia Bolsonaro por "posição" contra Cuba


(Reuters) - O Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSC, na sigla em inglês), um órgão de assessoria direto do presidente norte-americano, elogiou nesta sexta-feira o presidente eleito Jair Bolsonaro pela “posição” que ele adotou contra o governo cubano na questão do programa Mais Médicos.

“Elogiamos o presidente eleito do Brasil, @JairBolsonaro, por tomar posição contra o regime cubano por violar os direitos humanos de seu povo, incluindo médicos enviados para o exterior em condições desumanas”, escreveu o órgão, em português, em sua conta no Twitter, logo após um texto com o mesmo teor em inglês.

Na mesma rede social, Bolsonaro agradeceu o elogio do NSC em inglês.

Nesta semana, o governo de Cuba anunciou que o país retirará os médicos cubanos do Mais Médicos por declarações de Bolsonaro que o governo da ilha considerou depreciativas e ameaçadoras e por conta do desejo do presidente eleito de mudar os termos do acordo que garante a presença dos médicos cubanos no Brasil.

Bolsonaro respondeu que Cuba rejeitou suas condições para que o país seguisse no programa, entre elas a de que o salário pago fosse totalmente repassado aos médicos. O presidente eleito também questionou a capacitação dos médicos cubanos e comparou a forma de trabalho deles no Brasil ao regime escravo.

O elogio público do NSC a Bolsonaro é mais um episódio de aproximação entre o presidente eleito e a gestão do presidente dos EUA, Donald Trump, com quem Bolsonaro falou ao telefone no dia em que venceu a eleição presidencial.

Além disso, o presidente eleito escolheu para chefiar o Ministério das Relações Exteriores o embaixador Ernesto Araújo, um declarado admirador de Trump.


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7 de nov. de 2018

Bolsonaro diz que "não é momento" de aumentar despesas em dia de votação no Senado de reajuste para STF



(Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que “não é o momento” de aumentar despesas, no dia em que está prevista votação no Senado de projeto de lei que aumenta o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Obviamente que não é o momento, nós estamos terminando o ano com um déficit, vamos começar com outro déficit. Quando se fala em reforma da Previdência sempre exige sacrifícios, por mais que alguns digam o contrário”, afirmou Bolsonaro a jornalistas, ao ser questionado sobre possível aumento de despesas.

“Todos têm que colaborar para que o Brasil saia dessa crise, e o Poder Judiciário, no meu entender, em um gesto de grandeza, com toda certeza não fará tanta pressão assim por esse aumento de despesa agora, no meu entender”, acrescentou.

O projeto previsto para ser votado no Senado aumenta os salários dos ministros do STF para 39.293,32 reais, ante 33.763,00 reais hoje, como parte do Orçamento para 2019 da corte. A medida já foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

Segundo cálculos das consultorias de Orçamento da Câmara dos Deputados e do Senado, a proposta implicará gasto adicional total de 4 bilhões de reais em 2019 aos cofres públicos, devido ao reajuste em cascata dos salários em decorrência do aumento para os ministros do Supremo.

Na terça-feira, antes de pautar a votação da matéria para esta quarta, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), disse que não pautaria nenhum projeto de impacto fiscal nas contas públicas, a não ser os que já estão em tramitação na Casa, como é o caso da proposta de reajuste do Judiciário.

“Não farei nenhuma pauta-bomba, para não criar nenhum tipo de problema, a não ser os projetos que já estão tramitando aqui na Casa. E caso não aconteça nenhum tipo de solicitação para que se faça um entendimento em relação a isso”, disse.


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6 de nov. de 2018

Constituição é o único norte da democracia, afirma Bolsonaro no Congresso


BRASÍLIA (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, em breve discurso durante sessão solene do Congresso Nacional para marcar os 30 anos da Constituição, que o documento é o único norte que existe na democracia, e afirmou que continuará construindo o Brasil que o povo merece ao lado do Legislativo e do Judiciário.

“Na topografia existem três nortes: o da quadrícula, o verdadeiro e o magnético. Na democracia é só um norte, é o da nossa Constituição”, afirmou Bolsonaro, que retornou à Câmara nesta terça-feira pela primeira vez desde a eleição.

“Temos tudo para sermos uma grande nação. E na união de nós, que no momento estamos aqui, ocupando cargos-chave da República, podemos sim mudar o destino dessa grande nação”, acrescentou o presidente eleito.


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4 de nov. de 2018

Bolsonaro declara “o país não podia continuar flertando com o comunismo”



Em recente entrevista ao pastor Silas Malafaia, Bolsonaro declarou que não se vê e nem quer ser o “salvador da pátria”, mas que o “país não podia continuar flertando com o comunismo, o socialismo, o populismo, com o desgaste dos valores familiares”.

Bolsonaro também comentou sobre a tecnologia israelense que dessaliniza a água e a torna potável. “Com essa tecnologia, podemos fazer até melhor que em Israel: lá chove menos do que no semiárido”.

Bolsonaro também afirmou que a tecnologia traria independência ao povo do Nordeste “para que saia das mãos dos coronéis”.

Informação da Gazeta do Povo.


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Bolsonaro afirma que Brasil pode romper relações diplomáticas com a Ditadura de Cuba



Em entrevista ao Correio Braziliense, o presidente eleito Jair Bolsonaro foi questionado sobre a diplomacia exterior com a Ditadura Cubana, país super beneficiado pelos governos petistas.

“Olha, respeitosamente, qual o negócio que podemos fazer com Cuba? Vamos falar de direitos humanos? Pega uma senhora que está aí de branco, que veio no programa Mais Médicos. Falei “senhora” porque não sei se ela é médica, não fez programa de revalidação. Pergunta se ela tem filhos. Já perguntei. Tem dois, três, estão em Cuba. Não vêm para cá. Isso para uma mãe, não é mais que uma tortura? Ficar um ano longe dos filhos menores?”, respondeu.

Explicou que quem vem para cá de outros países ganha salário integral enquanto os cubanos ganham aproximadamente 25% do salário. “O resto vai para alimentar a ditadura cubana?”, questionou. Segundo ele, há quatro anos, quando Dilma era presidente, foi acertado que se alguém pedisse exílio seria extraditado, algo que ele considera inaceitável. “Dá para manter relações diplomáticas com um país que trata os seus dessa maneira?”, perguntou o capitão reformado.

Finalizou dizendo que “tem que chamar o embaixador e conversar” sobre como ficará a situação.
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3 de nov. de 2018

Futuro ministro da Defesa diz que inteligência descobriu plano de atentado contra Bolsonaro




BRASÍLIA — O general da reserva Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa, disse ao GLOBO que o serviço de inteligência do país descobriu indícios de um plano, que qualificou como "terrorista", contra o presidente eleito Jair Bolsonaro. O general fez o comentário em resposta a rumores que começaram a circular em Brasília nos últimos dias sobre o assunto.

— A informação de que foi plotado um planejamento de um ato terrorista contra o presidente (Bolsonaro) é verdade. Isso já foi confirmado por autoridades da área de inteligência — disse.

O general não disse, no entanto, quem poderia ter sido o autor do plano e nem quais as providências tomadas em relação ao caso. No início da semana, a PF ampliou de 35 para 55 o número de policiais para reforçar a segurança do presidente eleito. A polícia negou que a medida esteja relacionada a eventual aumento de risco contra Bolsonaro.

A explicação é que o reforço na segurança já estava previsto desde a primeira fase da campanha. O sistema de proteção seria ampliado mesmo se o vencedor tivesse sido o

As informações sobre o suposto plano de ataque contra Bolsonaro foram discutidas em reuniões na Polícia Federal e na Agência Brasileira de Inteligência. Uma destas reuniões aconteceu nesta quinta-feira. Os analistas entenderam que os dados disponíveis não indicam ameaças concretas.

Na entrevista, concedida ontem, o general Heleno também elogiou a escolha do juiz Sergio Moro para comandar o Ministério da Justiça.

— Torço muito para que ele aceite. Será uma honra estar sentado na mesa com o doutor Sérgio Moro. Ele é um grande valor do país, um homem respeitado aqui e no exterior — disse.

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2 de nov. de 2018

Bolsonaro diz que não vê "clima pesado" em transferir embaixada em Israel para Jerusalém

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que não vê problema em transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, uma de suas promessas de campanha.

“Eu não vejo um clima pesado em você transferir, mudar as embaixadas de Israel, não vejo nenhum problema”, disse Bolsonaro durante uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

Mais cedo, o presidente eleito utilizou o Twitter para reafirmar sua promessa de mudar a embaixada de local.

“Como afirmado durante a campanha, pretendemos transferir a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. Israel é um Estado soberano e nós o respeitamos”, afirmou Bolsonaro no tuíte.

“Não é nenhuma questão de vida ou morte, temos todo respeito com Israel, com o povo árabe, aqui num país onde todos convivem pacificamente, nós não queremos criar problemas com ninguém”, disse o presidente eleito a jornalistas na tarde desta quinta-feira.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou a decisão de Bolsonaro. “Louvo o meu amigo, o futuro presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, por sua intenção de transferir a embaixada do Brasil para Jerusalém. Este é um passo histórico, correto e empolgante”, disse.

Ao longo da campanha eleitoral, Bolsonaro falou diversas vezes sobre a possibilidade da mudança de local e demonstrou seu entusiasmo por Israel.

Na segunda-feira após o segundo turno, o capitão da reserva disse que recebeu cumprimentos de Netanyahu, por sua vitória e afirmou esperar que Brasil e Israel trabalhem juntos em acordos que beneficiem que os dois países.

Caso a mudança de embaixada se concretize, Bolsonaro estará seguindo uma medida adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem é admirador.

Em dezembro, os Estados Unidos transferiram sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, um ato de reconhecimento de Jerusalém como capital israelense.

O ato de Trump e a promessa de Bolsonaro desagradam países árabes e a Autoridade Palestina, que reivindica o lado oriental de Jerusalém como a capital de um futuro Estado palestino.


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31 de out. de 2018

Bolsonaro confirma astronauta Marcos Pontes para Ministério da Ciência e Tecnologia



(Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou nesta quarta-feira que o astronauta Marcos Pontes será indicado para comandar o Ministério da Ciência e Tecnologia, anunciando o nome do quarto ministro de seu governo.

“Comunico que o tenente-coronel e astronauta Marcos Pontes, engenheiro formado no ITA, será indicado para o Ministério da Ciência e Tecnologia. É o quarto ministro confirmado”, escreveu Bolsonaro em publicação no Twitter.

O presidente eleito já havia antecipado o nome de Pontes como “quase certo” para a pasta de Ciência e Tecnologia.

Na terça-feira, o vice-presidente do PSL, Gustavo Bebianno, afirmou que 80 por cento dos nomes do futuro ministério de Bolsonaro já foram definidos e que o anúncio oficial deve ocorrer na próxima segunda-feira.

Até o momento, já haviam sido anunciados como ministros o economista Paulo Guedes (Economia), o deputado Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e o general da reserva Augusto Heleno (Defesa).


Reportagem de Maria Clara Pestre, no Rio de Janeiro


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Bolsonaro vai a praia para receber homenagem em show aéreo



RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foi à praia da Barra, no Rio de Janeiro, nessa quarta-feira para receber uma homenagem de pilotos de um clube de aviadores que fizeram um show de acrobacia aérea na orla.

Bolsonaro, que usava colete à prova de bala, calça escura e blusa de malha branca, acompanhou o show parecido com o da esquadrilha da fumaça do alto do posto 4, do grupamento marítimo, que fica na orla.

Do alto posto, vários atiradores de elite estavam posicionados para garantir a segurança do presidente eleito. Bolsonaro estava cercado por agentes da PF no platô do posto do grupamento marítimo e agentes descaracterizados também estavam infiltrados na areia da praia para evitar a aproximação de banhistas.

Um corneteiro que trabalha na praia chamou a atenção de Bolsonaro e banhistas e curiosos passaram a tirar fotos e fazer vídeos à distância.

O presidente eleito acenava e fazia gestos de carinho com as mãos, além de imitar movimentos de vôlei e futvôlei, enquanto as pessoas gritavam seu nome e o chamavam de mito. Ele ficou no local cerca de meia hora no local.

Ao deixar a área, as pessoas tentaram se aproximar, mas o forte esquema de segurança impediu um contato mais próximo.

Nesta manhã, o presidente eleito confirmou no Twitter que o astronauta Marcos Pontes será indicado para comandar o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Na quinta-feira, Bolsonaro deve receber a visita do juiz federal Sérgio Moro, mencionado pelo presidente eleito em entrevistas como possível ministro da Justiça ou futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier



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Bolsonaro diz que ministério não terá condenados por corrupção


(Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que seu ministério não terá integrantes condenados por corrupção e afirmou que os anúncios de nomes serão feitos por meio de suas redes sociais, desautorizando informações que venham de fora delas.

“Nossos ministérios não serão compostos por condenados por corrupção, como foram nos últimos governos. Anunciarei os nomes oficialmente em minhas redes. Qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade”, escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter.

Mais cedo, na mesma rede social, o presidente eleito confirmou que o astronauta Marcos Pontes será indicado para comandar o Ministério da Ciência e Tecnologia, anunciando o nome do quarto ministro de seu governo.

“Comunico que o tenente-coronel e astronauta Marcos Pontes, engenheiro formado no ITA, será indicado para o Ministério da Ciência e Tecnologia. É o quarto ministro confirmado”, escreveu Bolsonaro em publicação no Twitter.

O presidente eleito já havia antecipado o nome de Pontes como “quase certo” para a pasta de Ciência e Tecnologia.

Na terça-feira, o vice-presidente do PSL, Gustavo Bebianno, afirmou que 80 por cento dos nomes do futuro ministério de Bolsonaro já foram definidos e que o anúncio oficial deve ocorrer na próxima segunda-feira.

Até o momento, já haviam sido anunciados como ministros o economista Paulo Guedes (Economia), o deputado Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e o general da reserva Augusto Heleno (Defesa).


Por Maria Clara Pestre, no Rio de Janeiro e Eduardo Simões, em São Paulo


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29 de out. de 2018

Futuro ministro da Defesa diz que militares não darão cartas


Os militares não darão as cartas no governo de Jair Bolsonaro, apesar da presença de nomes da caserna no primeiro escalão do governo, disse neste domingo (28) o general da reserva Augusto Heleno, que comandará o Ministério da Defesa na gestão de Bolsonaro, capitão da reserva do Exército.

A equipe do presidente eleito tem afirmado que cerca de quatro militares farão parte do ministério do futuro governo. Até o momento, além de Heleno, o coronel reformado da Aeronáutica Marcos Pontes está quase garantido no Ministério da Ciência e Tecnologia. Além deles, o vice-presidente eleito também é um militar, o general da reserva do Exército Hamilton Mourão.

A presença de tantos militares no alto escalão levantou especulações sobre o papel que eles terão no futuro governo e a oposição acusou Bolsonaro de representar um retorno ao regime militar, que governou o país entre 1964 e 1985.

Para o futuro ministro da Defesa, afirmar que os militares ditarão as regras na gestão Bolsonaro "é loucura e só cabe na cabeça de quem não conhece nem as Forças Armadas nem o Bolsonaro".

"Isso é palhaçada e bobagem", disse Heleno aos jornalistas no hotel em que aliados de Bolsonaro acompanharam a apuração dos votos neste domingo.

Também presente no hotel Gustavo Bebianno, presidente do PSL, partido de Bolsonaro, estimou que o capitão da reserva terá uma base de cerca de 300 parlamentares no Congresso. Ele afirmou que as reformas começarão a ser tratadas já no primeiro dia da nova gestão.

Bebianno disse que Bolsonaro deve ir aos Estados Unidos para uma visita oficial, mas ela ainda não tem data marcada. Mais cedo, o presidente eleito disse ter recebido um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, e classificou a conversa como "um contato pessoal".

O presidente do PSL disse ainda que a cirurgia para reversão da colostomia a que Bolsonaro se submeteu após sofrer uma facada no início de setembro está prevista para meados de dezembro.

Bebianno criticou ainda o adversário de Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, o petista Fernando Haddad, por não ter parabenizado o candidato do PSL em seu discurso na noite deste domingo, mas afirmou que não esperava algo diferente do PT.

"O PT vai ficar isolado como sempre, porque suas pautas são sempre negativas, porque o amor deles é pelo poder e não pelo Brasil”, disse Bebianno, que admitiu que o país saiu rachado das urnas.

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Trump diz que teve conversa 'muito boa' com Bolsonaro após eleição



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (29) em mensagem no Twitter ter tido uma conversa "muito boa" com o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, acrescentando que os dois concordaram em trabalhar juntos em áreas como comércio e defesa. "Tive uma conversa muito boa com o novo presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, que ganhou sua eleição com uma margem significativa. Nós concordamos que o Brasil e os Estados Unidos trabalhão juntos no comércio, defesa e tudo mais. Ligação excelente, dei os parabéns".
Na noite de domingo, a Casa Branca informou que Trump ligou para Bolsonaro para parabenizá-lo pela vitória na eleição presidencial. Bolsonaro, do PSL, venceu a disputa pelo Palácio do Planalto com 55,1% dos votos válidos, contra 44,9% de seu adversário, Fernando Haddad, do PT. 

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28 de out. de 2018

Jair Bolsonaro é eleito presidente e interrompe série de vitórias do PT

O presidente eleito Jair Bolsonaro — Foto: Dhavid Normando/Futura Press/Estadão Conteúdo

Jair Messias Bolsonaro, do PSL, foi eleito presidente da República neste domingo (28) ao derrotar em segundo turno o petista Fernando Haddad, interrompendo um ciclo de vitórias do PT que vinha desde 2002.

A vitória foi confirmada às 19h18, quando, com 94,44% das seções apuradas, Bolsonaro alcançou 55.205.640 votos (55,54% dos válidos) e não podia mais ser ultrapassado por Haddad, que naquele momento somava 44.193.523 (44,46%).

No discurso da vitória, Bolsonaro afirmou que o novo governo será um "defensor da Constituição, da democracia e da liberdade".

Aos 63 anos, capitão reformado do Exército, deputado federal desde 1991 e dono de uma extensa lista de declarações polêmicas, Jair Bolsonaro materializou em votos o apoio que cultivou e ampliou a partir das redes sociais e em viagens pelo Brasil para obter o mandato de presidente de 2019 a 2022.

Na campanha, por meio das redes sociais e do aplicativo de mensagens WhatsApp, apostou em um discurso conservador nos costumes, de aceno liberal na economia, de linha dura no combate à corrupção e à violência urbana e opositor do PT e da esquerda.

Com isso, se tornou um fenômeno eleitoral ao vencer a corrida presidencial filiado a uma legenda sem alianças formais com grandes partidos, com pouco tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV e distante das ruas na maior parte da campanha, em razão do atentado no qual sofreu uma facada que o perfurou no abdômen.

Após quatro vitórias consecutivas do PT em eleições presidenciais (2002, 2006, 2010 e 2014), o novo presidente eleito se apresenta como um político de direita.

Vitorioso na primeira vez em que se candidatou a presidente, Bolsonaro sucederá Michel Temer (MDB), vice de Dilma Rousseff (PT) que assumiu o governo em 2016 devido ao impeachment da petista.


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Bolsonaro cita Bíblia, Constituição, ataca esquerda e pede união pelo país.



Em sua primeira fala após ser eleito presidente do Brasil neste domingo (28), Jair Bolsonaro (PSL) citou a Bíblia e a Constituição, manteve ataques a esquerda e pediu união pelo Brasil.

Seguindo sua estratégia de campanha, Bolsonaro optou por fazer seu primeiro pronunciamento em uma transmissão ao vivo em seu perfil no Facebook, onde adotou um discurso mais forte contra a esquerda.

Pouco minutos depois, o presidente eleito discursou para emissoras de televisão e respondeu apenas a duas perguntas feitas por um repórter de TV Globo. Nessa segunda fala, adotou um tom mais ameno.
"Fizemos uma campanha diferente das outras. Nossa bandeira, nosso slogan, fui buscar naquilo que muitos chamam de caixa de ferramentas para consertar o homem e a mulher, a Bíblia sagrada", disse em transmissão ao vivo no Facebook.

"Não podemos mais flertar com o socialismo, comunismo e o extremismo. Somos os grandes vencedores desse pleito. Queremos seguir os conhecimentos de Deus ao lado da Constituição", declarou.

"Temos tudo para sermos uma grande nação. Temos condições de governabilidade. Todos os compromissos assumidos serão cumpridos", afirmou.



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13 de set. de 2018

Decisão de magistrado sobre Adelio ridiculariza a Rede Globo (Veja o Vídeo)



A tentativa da Rede Globo, sabe-se lá com que intenções, de transformar o meliante e militante Adelio Bispo de Oliveira num louco foi ridicularizada pelo juiz do processo.

Na segunda-feira (10), logo após a exibição do Fantástico, com a lamentável reportagem, os advogados deram entrada com uma petição requerendo que fosse concedida uma banca psiquiátrica para avaliar a saúde mental de Adelio. Parecia ser o momento ideal para o pedido.

Felizmente não lograram êxito. Adelio não agiu sozinho e nem tampouco é um ‘lobo solitário’.

O juiz federal Bruno Souza Savino foi taxativo e indeferiu a pretensão.

“Não há elementos de informação que sustentem a existência de dúvida relevante e plausível sobre a higidez mental do investigado”, cravou o magistrado.
A decisão demonstra o quanto foi ridícula a reportagem da Rede Globo, tentando de todo modo transformar o criminoso em ‘débil mental’.

A divulgação do próprio depoimento do acusado na audiência de custódia, demonstrando ser ele uma pessoa bem articulada e consciente do crime que cometeu, foi desmoralizante para a versão que a emissora tentou dar ao crime.

O crime foi político. A Rede Globo prestaria um grande serviço à nação e a Justiça, se utilizasse toda a sua estrutura para ajudar a elucidar o caso, com a identificação do mandante.

Em "ato falho", Adelio praticamente confessou o envolvimento de outras pessoas no atentado.

Veja o vídeo:






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11 de set. de 2018

Bolsonaro recebe alta da UTI e vai para unidade semi-intensiva



JUIZ DE FORA - O candidato à Presidência Jair Bolsonaro,do PSL, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta terça-feira (11), passando para uma unidade de cuidados semi-intensivos, segundo boletim médico divulgado há pouco pelo Hospital Albert Einstein, onde está internado desde a última sexta-feira (7).

O deputado foi ferido com um golpe de faca no abdômen, na última quinta-feira (6), durante ato político no município de Juiz de Fora (MG).

Bolsonaro recebeu hoje uma dieta leve e teve boa tolerância, não sofrendo náuseas ou vômitos. O deputado federal continua sem febre nem sinais de infecção e apenas recebe medidas de prevenção contra trombose venosa.

Ontem, o candidato já havia passado por fisioterapia, além de ter feito caminhada e exercícios respiratórios, sem apresentar dor.

Histórico

Bolsonaro foi transferido para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, onde deu entrada por volta das 10h45 de sexta-feira (7). Ele saiu da Santa Casa de Juiz de Fora (MG), onde recebeu os primeiros atendimentos após a facada, e passou por cirurgia. O candidato foi transferido para São Paulo a pedido da família.

O autor do ataque a Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso pela Polícia Militar da cidade. A Polícia Federal (PF), responsável pela segurança do candidato, abriu inquérito para investigar o caso. No sábado (8), Adélio Bispo foi transferido, pela PF, para a penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande (MT).


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24 de jul. de 2018

Bolsonaro exagera no teatro ao atacar o centrão

Josias de Souza


Toda campanha eleitoral tem um quê de teatro. A teatralização da sucessão de 2018 viveu um momento inusitado quando Jair Bolsonaro criticou o rival tucano por encostar a candidatura no centrão. “Obrigado, Geraldo Alckmin, por ter unido a escória da política brasileira”, declarou. A ironia de Bolsonaro é primária e ridícula. É primária porque o capitão apenas cospe num prato em que Valdemar Costa Neto, o dono do PR, não permitiu que ele comesse. É ridícula porque até as crianças sabem que o centrão não reúne toda a escória da política. O PSL, legenda de Bolsonaro, também é parte do rebotalho.

Os apalogistas de Bolsonaro não percebem, mas o candidato exagera na encenação. A bordo do sétimo mandato parlamentar, apresenta-se como uma fulgurante novidade, única alternativa contra os maus costumes. Há no projeto presidencial de Jair Bolsonaro uma insustentável teatralização do novo. A bordo do seu sétimo mandato parlamentar, o candidato apresenta-se como uma fulgurante novidade, única alternativa contra os maus costumes. Mas o público não foi devidamente ensaiado para tapar o nariz diante do histórico do Partido Social Liberal.

A agremiação que Bolsonaro escolheu para abrigar seu projeto presidencial compôs, ao lado do centrão, a milícia parlamentar de Eduardo Cunha. Na época em que Cunha desfilava sua amoralidade pelos corredores da Câmara, o PSL tinha dois deputados federais: o líder Alfredo Kaefer (PR) e a liderada Dâmina Pereira (MG). Ambos acompanharam o ex-presidente da Câmara até a beira do abismo. O mandato de Cunha foi interrompido por 450 votos a 10. Alfredo escondeu-se atrás da abstenção. Dâmina votou contra a cassação.

Na apreciação das duas denúncias criminais contra Michel Temer, a bancada do PSL, acrescida do suplente de deputado Luciano Bivar (PE), presidente nacional da legenda, juntou-se à ala dos coveiros. Luciano, Alfredo e Dâmina ajudaram a sepultar as acusações da Procuradoria, impedindo o Supremo Tribunal Federal de converter Temer em réu, o que levaria ao seu afastamento do cargo. Hoje, Bolsonaro sapateia sobre a impopularidade de Temer e inclui Luciano Bivar no rol de opções de vice para sua chapa.

Numa eleição como a atual, de resultado imprevisível, um dos maiores desafios do eleitor é não confundir certos candidatos com candidatos certos. A Lava Jato fez do Brasil o local ideal no mapa para o surgimento de um país inteiramente novo. Caos não falta. Contudo, a teatralização da ética revela que o novo pode ser uma coisa muito antiga no país.



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