31 de out. de 2017

Educação do Maranhão melhora na comparação com 2014, mostra Avaliação Nacional



Os resultados da mais recente Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) mostram que a educação do Maranhão teve avanço entre 2014 e 2016. O estudo levou em conta os alunos de escolas públicas do 3º ano do ensino fundamental em 2016.

A ANA é feita pelo Ministério da Educação e teve os resultados de 2016 divulgados nesta semana. Os de 2014 já eram conhecidos. São analisados três aspectos: leitura, escrita e matemática.

Cada área tem uma escala de desempenho, que vai de 1 a 4 (Leitura e Matemática) ou de 1 a 5 (Escrita). Quanto mais perto de 1, pior o desempenho. Quanto mais perto de 5, melhor o desempenho.

Entre 2014 e 2016, houve avanço nas três categorias de avaliação. Em Leitura, a fatia que ocupava o pior nível de desempenho (1) caiu de 44% para 40,46%. Já a fatia que ocupava o melhor nível de desempenho (4) subiu de 2% para 3,8%. No nível 3, anterior ao máximo, houve alta de 16% para 18,9%.

Em Escrita, a fatia mais bem avaliada (5) aumentou de 1% para 2,08%. O nível 1, com pior desempenho, passou de 24% para 28,06%, mas o nível 4, anterior ao máximo, subiu de 37% para 37,99%,

Em Matemática, a parcela com o melhor desempenho subiu de 6% para 9,87%, enquanto o índice do nível mais fraco caiu de 48% para 41,18%.

O Maranhão apresenta deficiências históricas acumuladas nas últimas décadas, o que resultou em graves problemas na educação. Essas deficiências vêm sendo combatidas desde 2015, com diversas ações, entre elas o Escola Digna, que vem construindo, reconstruindo e reformando dezenas de colégios públicos estaduais e municipais em todo o Maranhão.

Veja aqui os resultados de 2014: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=21091-apresentacao-ana-15-pdf&category_slug=setembro-2015-pdf&Itemid=30192



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Alunos de escola no Maranhão assistem aulas embaixo de árvore



Os alunos da escola pública Parsondas de Carvalho, situada na cidade de Montes Altos, a 640 km de São Luís, estão assistindo aula embaixo de uma árvore. Tudo isso porque a reforma do prédio da escola que deveria ter sido entregue no mês de agosto está atrasada.

As obras na escola começaram em julho e a previsão da construtora era concluir o trabalho no início de agosto. Assim os alunos entrariam no segundo semestre do ano letivo sem nenhum prejuízo. Só que quatro meses depois a escola continua fechada e as obras de pintura do prédio, recuperação de banheiros e telhado não foram concluídas.

Por conta disso, os alunos foram distribuídos em prédios cedidos pela Prefeitura. Em um deles onde funcionava a Secretaria de Agricultura estudam 70 alunos, mas as condições prejudicam o aprendizado. Segundo o aluno Leviano de Sousa o local não possui nenhum conforto e em virtude disto eles preferem estudar embaixo de um pé de manga. “Nenhum conforto na nossa escola. Muito também pela ventilação tanto de manhã quanto de tarde. Muito quente”, desabafou.

A previsão agora é que as obras na escola sejam concluídas até o final de novembro. Por enquanto os alunos vão continuar tendo aulas nos espaços improvisados. A direção da escola afirma que as obras estão atrasadas porque faltou material de construção, mas que ela deve ser concluída até o dia 15 de novembro. Ainda segundo a direção já no dia cinco de novembro quatro salas da escola serão cedidas para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A TV Mirante entrou em contato com a Secretaria de Educação do Estado e com a Secretaria de Comunicação Social e Assuntos Políticos, mas obteve resposta dos dois órgãos. A TV Mirante também entrou em contato com a construtora responsável pela obra, no entanto ninguém quis falar sobre o assunto.



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