28 de fev. de 2019

Com surpresas, Tite convoca Seleção Brasileira para últimos testes antes da Copa América



Treinador divulgou lista de jogadores que estarão nos amistosos contra Panamá e República Tcheca

FOX Sports

O técnico Tite divulgou na manhã desta quinta-feira (28) a lista de convocados para os amistosos contra Panamá e República Tcheca, que serão disputados nos dias 23 e 26 de março, nos últimos compromissos antes da convocação final para a disputa da Copa América de 2019, que será realizada no Brasil.

Conforme antecipado por Cleber Xavier, auxiliar do técnico Tite, Lucas Paquetá estará com a Seleção Brasileira nos dois amistosos. Destaque do Milan nesta temporada, o jogador vem encantando o treinador desde 2018, quando atuava pelo Flamengo. A maior ausência da lista foi o atacante Neymar, que se recupera de uma nova fratura sofrida no quinto metatarso do pé esquerdo. A tendência é que o jogador do PSG já esteja liberado para retornar aos gramados em meados de abril.

Veja a lista de convocados pelo técnico Tite:

GOLEIROS

Alisson (Liverpool-ING)

Ederson (Manchester City-ING)

Weverton (Palmeiras)


LATERAIS

Filipe Luís (Atlético de Madrid-ESP)

Alex Sandro (Juventus-ITA)

Daniel Alves (PSG-FRA)

Danilo (Manchester City-ESP)


ZAGUEIROS

Thiago Silva (PSG-FRA)

Marquinhos (PSG-FRA)

Miranda (Inter de Milão-ITA)

Eder Militão (Porto-POR)


MEIAS

Casemiro (Real Madrid-ESP)

Arthur (Barcelona)

Fabinho (Liverpool-ING)

Allan (Napoli-ITA)

Lucas Paquetá (Milan-ITA)

Felipe Anderson (West Ham-ING)

Philippe Coutinho (Barcelona-ESP)


ATACANTES

Firmino (Liverpool-ING)

Gabriel Jesus (Manchester City-ING)

Richarlison (Everton-ING)

Everton (Grêmio)

Vinicius Junior (Real Madrid-ESP)

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6 de nov. de 2018

Mano lamenta trabalho incompleto e admite sonho de voltar à seleção


Bicampeão da Copa do Brasil pelo Cruzeiro, o técnico Mano Menezes admite que ainda sonha em retornar à Seleção Brasileira para encerrar o trabalho interrompido em 2012, após passar dois anos no cargo. O treinador ainda lamenta a saída inesperada, quando preparava a Seleção para a Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil. 

"Não durmo e acordo pensando em ser técnico da Seleção. Em minha última passagem por lá, o [então presidente da CBF] Ricardo Teixeira, que havia me indicado como treinador, saiu por questões que todos sabem, e Marco Polo Del Nero e José Maria Marin assumiram o comando da entidade e optaram pela minha saída", disse o treinador, em entrevista ao canal Fox Sports que vai ao ar à 0h, nesta madrugada de sábado para domingo.

Ele não escondeu que ainda se sente incomodado pela saída repentina do comando da equipe. "Acredito que faltou respeito como lidaram comigo", declarou Mano.

Na conversa, o treinador de 56 anos relembrou sua trajetória profissional, momentos marcantes como a "Batalha dos Aflitos", vida na China e o atual trabalho com a equipe mineira. Mano revelou também que sua história no comando técnico cruzeirense poderia ter começado anos antes.

"Quando terminamos a temporada 2007 pelo Grêmio, recebi duas propostas de trabalho: do Corinthians, rebaixado para a Série B, e do Cruzeiro, que disputaria a Libertadores. A expectativa de ir para Belo Horizonte era de ser campeão. Pelo Corinthians, eu teria a oportunidade de montar um grupo, voltar para a Série A e brigar pelo título da Série B. Levei esses fatores em consideração quando aceitei o convite de treinar o Corinthians".



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8 de jun. de 2017

Seleção enfrenta a Argentina nesta sexta. Sem Globo nem Galvão


Por Glauco Faria, para a RBA - Parece que algo começa a mudar no futebol brasileiro. A Rede Globo, principal parceira da emblemática Confederação Brasileira de Futebol (CBF), não vai transmitir um jogo da seleção brasileira pela primeira vez desde 2010, quando o amistoso de estreia de Mano Menezes à frente da equipe coincidia com o horário de sua principal novela. Na ocasião, a partida foi transmitida somente pela Sportv.

Os confrontos do Brasil com a Argentina, nesta sexta-feira (9), e contra a Austrália, na próxima quarta (13), terão transmissão na televisão aberta pela TV Brasil e pela Cultura em São Paulo, além do canal da confederação no Facebook. Os dois jogos serão às 7h05 e a geração das imagens é de responsabilidade da própria CBF, que contará com a narração de Nivaldo Prieto e comentários de Pelé e Denílson na rede social.

A novidade surgiu por conta de a entidade comandada por Marco Polo Del Nero, o presidente que não viaja com medo de ser preso, ter resolvido mudar o esquema de negociação de partidas amistosas. "A CBF tinha planos de negociar os direitos dos amistosos e das Eliminatórias da Copa 2022 na forma de bid (leilão fechado). Recentemente decidiu vender os dois jogos amistosos de forma avulsa e, embora não acreditemos que esta seja a melhor solução para todas as partes, tentamos negociar, mas não chegamos a nenhum acordo", disse em nota a emissora, por meio de sua assessoria de imprensa. A Globo continua como detentora dos direitos de transmissão das partidas da seleção válidas pelas Eliminatórias da Copa de 2018, cuja participação o Brasil já confirmou. Mas a transmissão das demais partidas segue em aberto.

Em nota divulgada na noite de quarta (7), a confederação celebrou o jogo transmitido em multiplataforma. "De forma inédita e seguindo tendências do mercado internacional, a CBF fará a experiência de dividir por plataformas os direitos de transmissão destes próximos jogos da Seleção. É uma forma de democratizar ainda mais o alcance das transmissões dos jogos do Brasil, oferecendo ao torcedor novas alternativas para ver a seleção brasileira em campo."

No fim do ano passado, o contrato que garantia à emissora carioca a transmissão dos jogos amistosos da seleção terminou. Logo na primeira peleja do time comandado por Tite após o fim do acordo, surgiu um imbróglio na relação. Era a partida entre Brasil e Colômbia, o chamado "jogo da amizade", realizado em benefício da Chapecoense. A entidade e a emissora não chegaram a um acerto financeiro e a confederação resolveu ceder os direitos a quem se dispusesse a passar o jogo. Por conta própria, contratou uma produtora e estruturou a transmissão ao vivo com 20 câmeras.

Para os amistosos que serão disputados nos próximos dias na Austrália, a CBF teria pedido à Globo aproximadamente US$ 2,5 milhões por Brasil x Argentina, e mais US$ 2 milhões pela disputa contra a seleção local. Mais uma vez sem se chegar a um acordo, a entidade resolveu partir para seu "voo solo" sem o tradicional parceiro monopolista.

Quando a Globo começa a tomar gols

De acordo com levantamento feito pelo consultor de marketing e gestão esportiva Amir Somoggi, nunca o futebol brasileiro foi tão dependente dos recursos da televisão. "Nada menos que 51% das receitas dos clubes foram provenientes dos diretos de transmissão. Nunca na história do futebol brasileiro uma fonte de receita foi tão representativa para os clubes", afirma em seu blog, fazendo referência ao balanço dos 20 maiores clubes brasileiros em 2016.

Isso ocorreu porque no ano passado houve um aumento dos recursos advindos dos direitos de televisão, em função das luvas recebidas pelos contratos estabelecidos para o período de 2019-2024. Como se trata de dinheiro antecipado, os balanços contábeis apresentam números irreais e a situação financeira torna-se nebulosa, podendo complicar a vida de futuras gestões nesse aspecto.

Além disso, o dinheiro antecipado atrela o clube a quem pagou. A Globo sabe disso e já se aproveitou desse expediente em um momento no qual o rumo do futebol brasileiro poderia ser mudado. Em 2011, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), subordinado ao Ministério da Justiça, derrubou uma cláusula preferencial no contrato assinado pelo Clube dos 13 – associação dos maiores times brasileiros que negociava coletivamente os direitos de transmissão – com a Globo, que permitia à emissora negociar de forma antecipada a renovação dos contratos. O Clube dos 13 iniciou um processo de elaboração de licitações para negociar as temporadas de 2012 a 2014.

Contudo, a Globo passou a fazer negociações individuais com os clubes, movimento que determinou a derrocada do Clube dos 13 e aprofundou ainda mais as diferenças abissais entre os maiores e os menores clubes do país. Desde então, o jogo não correu tão solto para o grupo midiático, que passou a sofrer revezes. Em 2012, a Fox Sports conseguiu obter os direitos de transmissão da Libertadores. Mesmo que nas edições seguintes tenha partilhado tais direitos com a Globosat, em 2015 exigiu a transmissão exclusiva de dois jogos do Corinthians.

Outra pedra na chuteira global também surgiu na televisão fechada. O Esporte Interativo, emissora com mais de 10 anos no Brasil que passou a contar com o aporte financeiro do grupo Turner, disputou e conseguiu acertar com 16 clubes contratos para transmitir suas participações no Campeonato Brasileiro. A emissora esportiva fechou com grandes do futebol paulista como Santos e Palmeiras, além de Atlético-PR, Bahia, Ceará, Coritiba, Criciúma, Figueirense, Fortaleza, Internacional, Joinville, Paraná, Paysandu, Ponte Preta, Sampaio Correa e Santa Cruz para as temporadas de 2019 a 2024. A Globo acertou, para o mesmo período, com Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco, Cruzeiro, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo, Vitória, Sport, América-MG e Avaí.

O acerto dos clubes com o Esporte Interativo, além de vantajosos do ponto de vista financeiro, garante outras possibilidades de ganho. Diferentemente daqueles que fecharam com o grupo da Família Marinho, poderão disponibilizar o replay na íntegra para exibir em seus próprios canais de mídia on-line, além de poderem negociar a exibição com emissoras de outros países e oferecer os jogos para seus sócios.

Com um desfecho semelhante ao dos dois amistosos da seleção em solo australiano, a negociação do Campeonato Paranaense também não terminou como a Globo gostaria. Ela ofereceu R$ 6 milhões pela competição, sendo que um terço do valor iria para Atlético-PR e Coritiba. Cada um dos grandes do estado iria receber um quarto do que ganhou o Madureira, no Rio de Janeiro, por exemplo.

Com as duas partidas da final do estadual transmitidas no Facebook e no Youtube, os dois clubes conseguiram mais de 2 milhões de visualizações. "Temos consciência dos eventos históricos que foram as duas finais, e que os resultados foram plenamente atendidos, visto que sofremos uma concorrência muito grande. Todas as finais foram televisionadas pelas grandes redes. Mesmo com essa concorrência, fizemos números muito significativos. Além disso, a captação de patrocinadores foi muito satisfatória. Tivemos patrocinadores de peso, como Renault, Uber, Tim, Copel, Adidas. Por essas razões consideramos que tenha sido um grande sucesso", disse, em nota oficial, a diretoria do Atlético-PR após a decisão.

Se a Globo ainda segue soberana no futebol brasileiro, seu domínio não é mais absoluto. Embora os novos atores em cena estejam longe de representar ideais de democratização da comunicação, o abalo de um monopólio no setor sempre é uma boa notícia.



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25 de mai. de 2017

Morre Carlos Alberto Torres, o capitão do tri na Copa do Mundo de 70



O ex-jogador Carlos Alberto Torres, capitão do tricampeonato mundial da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, morreu nesta terça-feira aos 72 anos de idade, vítima de um infarto fulminante. As informações são do Sportv, canal de TV por assinatura onde ele trabalhava como comentarista. Ele é considerado por muitos o maior lateral direito da história do futebol.

 
Revelado nas categorias de base do Fluminense, onde atuou entre 1963 e 1966, retornando depois para jogar entre 1974 e 1977, Carlos Alberto Torres também vestiu a camisa do Santos, onde se tornou ídolo no incrível time ao lado de Pelé, Coutinho, Dorval e Pepe. 

Na Vila Belmiro, atuou em 445 partidas e fez 40 gols em uma época completamente diferente, onde o lateral mais marcava do que ia para cima, já que era muito comum a presença dos pontas. Com o Santos, conquistou nove títulos e foi onde o Capita mais sagrou-se campeão. Entre eles estão dois Campeonatos Brasileiros e cinco Campeonatos Paulista. Jogou também no Botafogo e Flamengo. 

Além, claro, de brilhar na lateral-direita da seleção brasileira de 1958 a 1970. Fora do Brasil, ele também atuou no futebol dos Estados Unidos, no New York Cosmos e California Surf. LEIA MAIS: MLS: Atacante leva cartão amarelo por comemorar gol "dançando de forma sexual" Na seleção, o Capita ficou eternizado ao fazer o quarto gol do Brasil na grande final do Mundial de 70, disputado no México, na goleada por 4 a 1 sobre a Itália, recebendo passe açucarado de Pelé. 

A jogada é marcante e mostra a tranquilidade de uma das maiores seleções de toda a história, já que a jogada começa ainda na defesa e passa por quase todos os jogadores antes de Carlos Alberto surgir como um raio e fuzilar o gol italiano. 

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