16 de nov. de 2018

Grupo de médicos cubanos luta na Justiça por trabalho no Brasil



Pelo menos 150 médicos cubanos desertores do programa federal lutam na Justiça para poder clinicar no Brasil de forma independente, fora do acordo entre Brasil e Cuba, ganhando salário integral. Esse grupo de profissionais moveu ações contra o Ministério da Saúde, o governo cubano e a Organização Panamericana de Saúde (Opas), segundo o advogado André de Santana Corrêa, que defende os estrangeiros.

Ele diz que, com a decisão de Cuba de sair do Mais Médicos, mais profissionais devem tentar permanecer no Brasil. “Desde ontem (anteontem, quarta-feira, 14), recebi muitas ligações de interessados em entrar com processo para ficar no Brasil”, afirmou.

De acordo com o advogado, o principal argumento usado é o respeito ao princípio da isonomia. “Por que eles recebem um salário menor que os outros estrangeiros se fazem exatamente o mesmo trabalho que os outros médicos?”, questionou o defensor.

Do total de ações movidas por ele, cinco já tiveram liminares favoráveis aos médicos. “O problema é que quando chega nas instâncias superiores, indeferem porque sabem que causaria colapso econômico ao governo ter que pagar o salário integral a todos os médicos”, disse.

O cubano R. abandonou o programa em 2017 e foi um dos que entraram na Justiça para tentar trabalhar como médico fora do acordo de cooperação. “Não achava justo ficarmos apenas com 25% do salário. Além disso, casei com uma brasileira e tive um filho. Queria continuar aqui”, disse ele, que hoje vive em um município da região Norte. Enquanto espera a resposta judicial, sobrevive com a renda de um pequeno comércio que montou na cidade com a esposa.

R. diz que, por ter abandonado o programa, é considerado um desertor pelo governo cubano e está impedido de entrar em seu país pelos próximos oito anos. “Tenho um filho lá e não posso visitá-lo nem tenho condições financeiras para trazê-lo”, contou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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6 de jul. de 2018

Maranhão tem segunda pior cobertura vacinal contra a poliomielite do país



 

O Maranhão tem a segunda pior cobertura vacinal contra a poliomielite do país, segundo o Ministério da Saúde. São 31 cidades que não atingiram nem 50% de cobertura. O índice é considerado de alto risco nessas cidades. O estado só perde para o estado da Bahia no ranking de menos vacinações.

A capital São Luís não aparece na lista e o problema maior está no interior do estado. O município de Arame tem apenas 14% do público-alvo imune e é a cidade com o menor índice de vacinação no Maranhão. Para Graça Lírio, superintendente de Vigilância Epidemiológica do Maranhão, o índice chega a ser preocupante.

"Infelizmente a gente tem uma quantidade de municípios que não alcança essa cobertura e o que é mais grave, que apresentam uma taxa abaixo de 50%, o que eleva muito o risco de ocorrência da doença se esse vírus chegar a circular", declarou.

  


Campanha de vacinação

A vacina contra a poliomielite torna a criança protegida contra o virus que se aloja no intestino e provoca a paralisia dos membros inferiores. Para garantir a proteção é preciso tomar 5 doses da vacina.

A vacina deve ser aplicada nos 2, 4 e 6 meses de idade da criança, retornando ao posto aos 15 meses e depois encerrando o ciclo aos 4 anos com a última dose da vacina. As primeiras 3 doses devem ser aplicadas através de uma injeção no músculo da coxa do bebê e as outras 2 doses podem ser feitas por injeção ou por gotinhas orais.



A partir do dia 6 de agosto a Vigilância Epidemiológica vai realizar um campanha contra a poliomielite em todo o Maranhão para todas as crianças de 1 a 5 anos de idade. As crianças quem não tomaram nenhuma dose da vacina ou que ainda precisem de dose para completar o ciclo devem procurar o posto de saúde municipal.

"É uma vacina eficaz, de fácil aplicação, que é gota. Então não tem porque a gente conviver com esse risco, de forma que é necessário que os municípios realmente vacinem a população e que as pessoas procurem os postos de saúde porque tem seringa, tem agulha e tem vacina lá", afirmou Graça Lírio.




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