28 de out. de 2018

FHC diz que problemas a serem resolvidos são iguais "ganhe quem ganhar"

© REUTERS/Paulo Whitaker Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participa de seminário em São Paulo

Sem declarar seu voto no segundo turno da disputa presidencial, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou mensagem neste domingo no Twitter defendendo que a maioria respeite a minoria e aceite a diversidade, e ressaltou que qualquer que seja o ganhador da corrida ao Palácio do Planalto os problemas a serem resolvidos serão iguais."Ganhe quem ganhar, os problemas são iguais: voltar a crescer e criar empregos. Reduzir o déficit e trazer confiança. Constituição respeitada, a maioria prevalece, mas respeita a minoria, aceita a diversidade; segurança para todos. Menos arrogância, mais competência. São meus votos", disse o tucano na publicação.

Fernando Henrique chegou a conversar por telefone com o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, nesta semana, após o ex-presidente ter criticado duramente em sua conta no Twitter o discurso do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, em que o capitão da reserva havia dito que seus opositores iriam para a cadeia ou para o exílio.

O tucano, no entanto, não declarou apoio a Haddad, frustrando expectativa do candidato petista, que esperava uma declaração formal de Fernando Henrique depois que o ex-presidente disse, também no Twitter, que em Bolsonaro não votaria.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)
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2 de fev. de 2017

FHC visita Lula no hospital


Fernando Henrique Cardoso visitou na tarde desta quinta-feira, 2, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no hospital Sírio-Libanês, onde a ex-primeira-dama Marisa Letícia, de 66 anos, encontra-se internada sem atividade cerebral, em São Paulo. FHC chegou no meio da tarde acompanhado do ex-ministro da Justiça José Gregório. 



Quando a ex-mulher de FHC morreu, em junho de 2008, o ex-presidente Lula compareceu ao velório da antropóloga Ruth Cardoso.

Políticos e ex-ministros acompanham o ex-presidente e sua família no Sírio-Libanês. Estavam no hospital os ex-ministros Guido Mantega, Fernando Haddad, Miguel Jorge e Alexandre Padilha. Durante a manhã, chegaram os senadores petistas Lindbergh Farias, Gleisi Hofmann e Humberto Costa. Mais cedo, a ex-presidente Dilma Roussef divulgou nota de pesar. 

Desde que Marisa foi internada, Lula recebeu apoio não apenas de seus aliados. Adversários no campo político também prestaram solidariedade nos últimos dias. O presidente Michel Temer ligou para Lula no primeiro dia de internação de Marisa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), e o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), também entraram em contato com Lula.

Marisa Letícia está sem aparelhos desde que os médicos detectaram na manhã desta quinta a ausência de atividade cerebral da mulher de Lula.


Marisa, de 66 anos, deu entrada na unidade no dia 24 de janeiro, depois de sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. Nesta quinta-feira (2), foi divulgado boletim médico informando que a ex-primeira-dama já não tinha mais fluxo cerebral. Ainda no período da manhã, a família informou que autorizou os procedimentos preparatórios para a doação dos órgãos.


FHC retribuiu gesto de Lula, que, em 2008, visitou o tucano após a morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso

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